2012-03-08

Envio de mensagens para múltiplas pessoas

(Publico aqui uma mensagem que a Joana enviou há dias a um conjunto de amigos - e desconhecidos - sobre o envio de mensagens para múltiplas pessoas)


Por favor, não partilhem comigo o email de pessoas que eu não conheço nem partilhem o meu email com quem eu não conheço.

Este e-mail foi enviado para mais de 200 pessoas. Como é que eu sei?

Porque os endereços foram todos colocados no campo "To" e não, como seria desejável, no "BCC".
Isso significa que as 200 pessoas que podem não se conhecer umas às outras passaram a ter acesso ao endereço de e-mail umas das outras. É para esses TODOS que estou a enviar. Mas cada pessoa só vê o seu próprio endereço e o meu porque estou a usar o BCC.

Qual é o problema?

Pessoas "não autorizadas" ficam com os contactos umas das outras.
Quando recebemos e-mails não solicitados admiramo-nos. Mas as cadeias de SPAM (correio electrónico não solicitado) começam assim: a maior parte dos programas por omissão (senão for devidamente configurado) colecciona todos os endereços que lhes passam pelas mãos e por isso, se alguma destas pessoas apanhar um vírus, contagia não só o remetente (mas esse seria inevitável), mas também todos os amigos do remetente
porque foi ficando com os mails de cada vez que passou uma 'chain-letter'...

A ideia de uma forma geral é: combater indirectamente o SPAM e, acima de tudo, não partilhar dados pessoais (meus ou os de outras pessoas) com terceiros.

Como informática que sou, venho, então, fazer um pedido... explicando as razões :-)

Quando re-enviarem este tipo de e-mails confirmem primeiro a veracidade. Normalmente estes e-mails são fraudes e são apenas formas de apanhar colecções gigantes de e-mails para depois usar em SPAM.

E também se são actuais. Já recebi umas 20 vezes que ontem desapareceu a mesma criança. É preciso manter a data exacta porque um e-mail pode ser reenviado milhares de vezes.... nestes casos, até é o que se quer.

Depois, se forem mesmo enviar o e-mail para tanta pessoas ao mesmo tempo, que podem não se conhecer umas às outras, então, usem o campo do BCC ("Blind Carbon Copy") que envia para toda a gente, mas não revela os mails todos a toda a gente. Ou seja, quando se usa o "BCC" em vez do "TO" ou do "CC" (Carbon Copy / Com Conhecimento), toda a gente recebe, mas cada um só sabe que recebeu, não sabe quem é que também recebeu o que é mais seguro... se o programa do mail pedir um "TO" obrigatoriamente, pode por-se o nosso próprio mail que serve de confirmação para nós e que, de qualquer maneira, já ia ser revelado no "From".

Se no meio da cadeia isto vai parar a alguém que faz negócio com e-mails, para depois serem usados como SPAM, vamos todos receber mensagens que não queremos e de que não gostamos.

Por isso, em vez de nos queixarmos das mensagens não solicitadas (SPAM) que recebemos, temos é que nos proteger a nós e aos nossos amigos, sem que para isso tenhamos que deixar de nos divertir e usar "chain-letters" (cadeias de e-mail). :-)

Não pretendo com este email ser ofensiva ou aborrecida, apenas formativa!

Para mais informações, este link é só um exemplo entre muitos:
http://www.netmanners.com/email-etiquette/dont-brush-off-email-privacy/

Estou só a mandar para os elos da cadeia que chegou a mim, se quiserem, avisem e ensinem os vossos amigos... :-)

O método do BCC deve ser utilizado sempre que as pessoas que vão receber o e-mail não se conhecem e não se precisam de contactar na resposta. O CC ou o TO é usado para e-mails onde eventuais respostas devem ser do conhecimento de todos os listados.

Decidi fazer a minha parte enviando esta mensagem sempre que recebo algum e-mail onde me são revelados mais de 10 e-mails desconhecidos.

Por favor, divulguem!


2012-03-05

O Velho, o Rapaz e o Burro

(Conto Popular)

Vivia no monte um homem muito velho que tinha na sua companhia um neto. Certo dia o velho resolveu descer à aldeia com o seu burro fazendo-se acompanhar do neto. Seguiam a pé, o velho à frente seguido do burro e atrás o neto. Ao passarem por uma povoação logo foram criticados pelos que observavam a sua passagem:
- Olhem aqueles patetas. ali com um burro e vão a pé.
O velho disse ao neto que se montasse no burro e este assim fez. Um pouco mais adiante passaram junto de outras pessoas que logo opinaram:
-0 rapaz que é forte montado no burro e o velho, coitado, é que vai a pé.
Então o velho mandou apear o neto e montou ele no burro Andaram um pouco mais até que encontraram novo grupo de pessoas e mais uma vez foram censurados:
- Olhem para isto. A pobre criança a pé e ele repimpado no burro.
Ordenou então o velho ao neto:
- Sobe rapaz, seguimos os dois montados no burro.
O rapaz obedeceu de imediato e continuaram a viagem mas um pouco mais adiante um grupo de pessoas enfrentou-os com indignação:
- Apeiem-se homens cruéis. Querem matar o burrinho??
Descendo do burro, disse o velho ao rapaz:
- Desce. Continuamos a viagem como começámos. Está visto que não podemos calar a boca ao mundo.

Cada cabeça, sua sentença!

2012-03-01

O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa

Maria Clara Assunção, 14 AGOSTO 2009

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.
O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

2012-02-21

Curso de Planeamento Familiar Natural

A Associação Família e Sociedade vai realizar o próximo curso de Métodos Naturais de Planeamento Familiar, nos dias 17 e 31 de Março de 2012, em Lisboa, no Auditório da Rádio Renascença (R. Ivens 14).

1. O que é o PFN?
É um conjunto de métodos que permitem distinguir o período fértil do infértil e assim alcançar ou espaçar as gravidezes.

2. É difícil de aprender?
Não. Mas convém fazer um curso breve para aprendizagem e utilização com eficácia

3. Baseiam-se em quê?
Têm como base a observação dos sinais de fertilidade do organismo.

4. São eficazes?
Se bem aprendidos e utilizados de acordo com as normas, o método sintotérmico tem uma eficácia superior a 99% (idêntica à da pílula).

5. Tem outras vantagens?
Não tem efeitos adversos, não supõe gastos , fomenta o diálogo e reforça a relação do casal.

6. A quem se dirige?
A noivos, casais e profissionais de saúde.

Caso seja necessário alguma informação adicional poderá contactar a Associação preferencialmente pelo Email familiasociedade@sapo.pt ou pelo telefone 21 314 95 85 das 10h às 14 horas, (2ª a 6ª)
Morada: R. Viriato, nº 23 - 6º Dto. - 1050 - 234Lisboa

Site: www.familiaesociedade.org.

Acho que este curso é muito bom e vale mesmo a pena!
É sempre melhor ouvir e aprender primeiro e julgar depois! ;)

2012-02-13

DPCDPL, PPCPPL e Dropbox

A tecnologia informática continua a evoluir...
Onde antes se usava o DPCDPL*, hoje usa-se o PPCPPL**.
Mas há também quem use o DropBox ;) É preciso é ter cuidado com o que lá se coloca pois a privacidade não é 100% garantida.

* - Diskette Para Cá, Diskette Para Lá
** - Pen Para Cá, Pen Para Lá

(esta piada foi-me contada por um aluno da LEIC aqui há uns anos, ainda antes de Bolonha, e nunca mais me esqueci)