A definição da Arquitectura de Processos de Negócio e a Arquitectura de Informação são o primeiro passo nesta definição, para garantir o alinhamento dos processos de negócio com as entidades informacionais.
O segundo passo consiste em utilizar as arquitecturas definidas e alinhadas entre si anteriormente, para conceber a Arquitectura de Sistemas de Informação. Esta concepção deve ter duas preocupações: o alinhamento dos sistemas de informação com os processos de negócio e, simultaneamente, o alinhamento dos sistemas de informação com as entidades informacionais. Assim sendo, assegura-se que os Sistemas de Informação suportam as acções desempenhadas pelos actores nos processos de negócio e que gerem exactamente a informação necessária (nem a mais, nem a menos).
Depois de definidas as aplicações, deve-se assegurar a conformidade futura a nível do alinhamento tecnológico, propondo uma Arquitectura Tecnológica e um Plano de Implementação
A arquitectura de aplicações define e descreve o conjunto de sistemas ideal para uma organização, identificando as inter-dependências existentes. O seu objectivo é identificar os componentes funcionais da arquitectura e assegurar que estes estão alinhados com o negócio e com a estratégia, promovendo a gestão eficaz da informação. Esta definição é independente da tecnologia.
O ponto de partida para esta definição é uma Matriz de CRUD que resume as Arquitecturas de Processos de Negócio e de Informação.
A metodologia para definir a arquitectura de aplicações é a seguinte:
- Análise da matriz inicial obtida pelo cruzamento dos processos de negócio com as entidades informacionais, identificando as principais concentrações de criação (C) e actualização (U) de entidades;
- Identificação de aplicações candidatas, com definição do nome e objectivo:
- partindo directamente da matriz:
- aplicações orientadas às entidades (colunas da matriz);
- aplicações orientadas aos processos (linhas da matriz);
- aplicações orientadas às entidades (colunas da matriz);
- partindo do conhecimento do problema adquirido durante a definição dos processos de negócio e entidades informacionais;
- partindo directamente da matriz:
- Criação da lista de aplicações eleitas, através da combinação das várias listas de candidatas com eliminação de aplicações repetidas e redundantes;
- Análise iterativa da matriz para identificação dos aglomerados correspondentes às aplicações. Agrupamento de entidades e processos por afinidade, através de permutas de linhas e colunas. Ajuste das aplicações eleitas;
- Definição da lista final de aplicações a propor, com descrição completa dos objectivos e das macro funcionalidades.
- Objectivo – descrição dos problemas que a aplicação pretende resolver;
- Tipo de Sistema – classificação do tipo de sistema de acordo com o nível da organização em que é utilizado (TPS/KWS/MIS/DSS/ESS - ver abaixo);
- Macro Funcionalidades – descrição das principais funcionalidades da aplicação, agrupadas em módulos quando necessário;
- Interfaces de Integração – para permitir a integração com outras aplicações. Pode ser uma interface de programação aplicacional (API) ou uma interface de acesso aos dados;
- Processos Suportados – lista de processos de negócio suportados pela aplicação;
- Entidades Geridas – lista de entidades informacionais que são criadas, lidas, actualizadas ou eliminadas pela aplicação (CRUD);
- Entidades Consultadas – lista de entidades informacionais que são apenas lidas pela aplicação (R).
- Sistemas de Processamento de Transacções (TPS – Transaction Processing Systems) – sistemas do nível operacional, que registam as transacções diárias necessárias aos processos de negócio;
- Sistemas de Trabalho de Conhecimento (KWS – Knowledge Work Systems) –sistemas de apoio a trabalhadores especializados em áreas de conhecimento, na criação e integração de novo conhecimento na organização;
- Sistemas de Informação de Gestão (MIS – Management Information Systems) –sistemas ao nível de gestão utilizados para funções de planeamento, controlo e decisão baseados em relatórios rotineiros de resumo ou excepção;
- Sistemas de Apoio à Decisão (DSS – Decision Support Systems) – sistemas ao nível de gestão que combinam dados e modelos analíticos ou ferramentas de análise de dados para apoiar as decisões não rotineiras;
- Sistemas de Apoio Executivo (ESS – Executive Support Systems) – sistemas ao nível estratégico concebidos para auxiliar nas decisões não rotineiras, utilizando técnicas avançadas de comunicação e representação gráfica.
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